Exercício - Análise de Projeto (Maicom Souza)

 

UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA

PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM METAFÍSICA

Projeto de Mestrado – 01/2020

Título do Projeto:

Epistemologia do corpo negro-brasileiro

Programa de Pós-graduação em Metafísica

PPGµ/UNB SELEÇÃO DO MESTRADO ACADÊMICO/2020

Nomes de possível orientador.

1. Marcus Mota

 

RESUMO: Este projeto pretende examinar o percurso corporal adotado para o processo de transmissão do saber na dança Afro-brasileira cênica e investiga o fenômeno Corpo e sua presença no mundo, informando sobre sua corporeidade negra na dança. O objetivo é refletir sobre o que indica ou acentua esse fenômeno pelo gesto e o que seria o descortinar do corpo a partir da dança afro-brasileira e como seria a propedêutica do corpo ação a partir de sua utilização na dança negra. Desta maneira, segue o caminho metodológico do estudo de caso pautado na observação das aulas ministradas no Curso de Qualificação em Dança Afro-brasileira Cênica do MUCANE e descrição ontológica do movimento, tudo com auxílio do método cartográfico, mais precisamente da metodologia Cartografia na Encruzilhada do filósofo Luís Carlos Santos (2014). A revisão bibliográfica se dá a partir das dimensões ontológicas de corpo e filosofia africana trazidas por filósofos/as afrodiaspóricos e pensadores/as que pesquisam etnocenologia, performance e estética. Além dos estudos sobre as particularidades de um corpo negro-brasileiro na dança proposto por Inaicyra Falcão dos Santos (1996) e Nádir Nóbrega de Oliveira (1991), resultando numa descrição fenomenológica. Pesquisamos, desse modo, o engajamento e a performance do corpo para a prática da dança negro-brasileira.

 

APRESENTAÇÃO

Com as aulas de metodologia, principalmente no primeiro exercício que nos foi indicado realizar leituras de dissertações sobre a temática de nossa pesquisa, tive a oportunidade de conhecer outros filósofos/as e suas conceptualizações sobre corpo e filosofia africana. Nesta aproximação mudei a estrutura do projeto e pretendo estabelecer uma linha de trabalho embasada em um pensamento decolonial.

Para escrever sobre nosso trabalho vamos pensar o projeto em três grandes áreas:

1 - Contextualização do objeto de estudo e metodologia abordada;

2 - Filosofia africana, conceitos e pensamentos brasileiros na filosofia afrodiaspórica;

3 - Artes das cenas, pesquisadores/as e metodologias de processo de montagem e encenação na estética de uma dança negro-brasileira.

A partir das leituras iniciais, elenco alguns conceitos e metodologias que terão ênfase para alinhamento da pesquisa:

·         Afrocentricidade (Molefi Kete Asante e Renato Noguera);

·         Artes Performativas e Práticas Performativas (Cesar Huapaya e Zeca Ligiéro);

·         Baraperspectivismo (Rodrigo Santos);

·         Cartografia na Encruzilhada (Luís Carlos Santos);

·         Comportamento Restaurado (Zeca Ligiéro);

·         Corpo e Ancestralidade (Inaicyra Falcão).

 

PLANO DE TRABALHO/ CRONOGRAMA

                               I.            Introdução – objeto e metodologia.

Vamos iniciar o projeto contextualizando brevemente a conjuntura histórica do Museu Capixaba do Negro “Verônica da Pas” MUCANE. Em seguida trataremos sobre a metodologia de pesquisa que será respaldada pelo método cartográfico, mais especificamente pela metodologia da cartografia na encruzilhada. Além do levantamento bibliográfico de pensadores/as sobre filosofia africana, estética, dramaturgia, performance e arte negra.

LEITURAS:

TERRITÓRIO NEGRO CAPIXABA - OBJETO DE ESTUDO, MUCANE.

BARBOSA, F. de C.  Memórias e Identidades no Espírito Santo: um estudo a partir do Museu Capixaba do Negro. 2015. (Dissertação de mestrado em Ciências Sociais) – Universidade Federal do Espírito Santo, Vitória, 2015.

BARBOSA, F. de C. Memórias de um lugar: 25 anos do museu capixaba do negro. Revista do Arquivo Público do Estado do Espírito Santo, [S. l.], v. 2, n. 3, p. 71–81, 2018.

CASTRO, Fernanda de; MONTEIRO, Nelma Gomes. Revista do Museu Capixaba do Negro. Lei Rubem Braga, Prefeitura Municipal de Vitória. Instituto Elimu, 2012.

DUTRA, T. B. Territorialidade negra no Espírito Santo. Revista do Arquivo Público do Estado do Espírito Santo, [S. l.], v. 3, n. 6, p. 163–167, 2019.

GOLTARA, D. B. O material e o intangível em casas de oração de linhas africanas e esotéricas no sul do Espírito Santo. Revista do Arquivo Público do Estado do Espírito Santo, [S. l.], v. 2, n. 3, p. 129–141, 2018.

 METODOLOGIA

DELEUZE, G.; GUATTARI, F. Mil Platôs: capitalismo e esquizofrenia. Vol. 1. São Paulo: Ed. 34, 1995.

DELEUZE, G.; GUATTARI, F. Mil Platôs: capitalismo e esquizofrenia. Vol. 3. São Paulo: Ed. 34, 1995.

DELEUZE, G.; GUATTARI, F. Mil Platôs: capitalismo e esquizofrenia. Vol. 4. São Paulo: Ed. 34, 1995.

PRADO FILHO, Kleber; TETI, M. M. A Cartografia como método para as ciências humanas e sociais. Barbarói, Santa Cruz do Sul, n. 38, p. 45-59, jan./jun., 2013.

SANTOS, Luis Carlos. Justiça como ancestralidade: em torno de uma filosofia da educação no Brasil. 2014. (Dissertação de mestrado em Educação) – Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2014.

 

                            II.            Epistemologias africanas (Capítulo I),

Neste capítulo o objetivo principal será trazer as premissas da filosofia africana e o processo da diáspora negra. Leituras que contribuirão para a formulação das questões que envolvem a concepção de corpo.

LEITURAS:

DIÁSPORA

APPIAH, Kwame Anthony. O código de honra: como ocorrem as revoluções morais. Trad. Denise Bottmann. São Paulo: Companhia das letras, 2012.

DU BOIS, William Edward Burghardt. As almas da gente negra. William Edward Burghardt Du Bois; tradução José Pereira da Costa. Lacerda, 1999.

FANON, Frantz. Em defesa da Revolução Africana. Rio de Janeiro: Editora Terceiro Mundo, 1980.

FANON, Frantz. Os condenados da Terra. Rio de Janeiro: Editora Civilização Brasileira, 1968.

FANON, Frantz. Pele negra, máscaras brancas. Bahia: Editora Edufba, 2008.

JUSTINA, Lourdes Aparecida DellaMEGLHIORATTI, Fernanda Aparecida  e  CALDEIRA, Ana Maria de AndradeA (Re)Construção de Conceitos Biológicos na Formação Inicial de Professores e Proposição de um Modelo Explicativo Para a Relação Genótipo e Fenótipo. Ens. Pesqui. Educ. Ciênc. (Belo Horizonte) [online]. 2012.

MBEMBE, Achille. África Insubmissa: Cristianismo, poder e Estado na sociedade pós-colonial. Mangualde; Ramada: Edições Pedago e Mulemba. Luanda, 2013. (1ª Edição: Paris: Karthala, 1988).

MBEMBE, Achille. Crítica da razão negra. São Paulo: n-1 edições, 2018.

MBEMBE, Achille. Políticas da Inimizade. Lisboa: Antígona, 2017.

MBEMBE, Achille. Sair da grande noite: ensaio sobre a África descolonizada.
Tradução de Narrativa Traçada. Luanda: Pedago e Mulembra, 2014.

NASCIMENTO, Abdias do. O genocídio do negro brasileiro: processo de um racismo mascarado. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1978.

 FILOSOFIA AFRICANA

CARNEIRO, Aparecida Sueli. A construção do outro como não-ser como fundamento do ser. 2005. (Tese de doutorado) – Universidade de São Paulo/Feusp, São Paulo, 2005.

CASTANHEIRA, Maurício. Capim limão: ensaios sobre produção do conhecimento, material didático e outros textos. Rio de Janeiro: Publit, 2015. (Katiuscia Ribeiro).

DANTAS, Luís Thiago Freira. O Pan-Africanismo em Abdias do Nascimento e a Proposta de Descolonização. Revista da Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as (ABPN), [S.l.], v. 12, n. 31, fev. 2020.

DANTAS, Luis Thiago Freire. Filosofia desde África: perspectivas descoloniais. 2018. (Tese de doutorado em Filosofia) – Universidade Federal do Paraná, Curitiba, 2018.

FLOR DO NASCIMENTO, Wanderson. Temporalidade, Memória e Ancestralidade: Enredamentos africanos entre infância e formação. In: Allan Rodrigues; Simone Berle; Walter Kohan. (Org.). Filosofia e Educação em Errância: Inventar escola, infâncias do pensar. 1ed.Rio de Janeiro: NEFI, 2018, v. 1, p. 583-595.

PINN, Maria Lídia de Godoy. Beatriz Nascimento e a invisibilidade negra na historiografia brasileira: mecanismos de anulação e silenciamentos das práticas acadêmica e intelectual. Universidade Federal de Ouro Preto – UFOP. Mulheres: biografias e trajetórias - Dossiê Temático. v. 11, n. 25, 2019.

PONTES, Katiúscia Ribeiro. Kemet, escolas e arcádeas: a importância da filosofia africana no combate ao racismo epistêmico e a lei 10639/03. 2017. (Dissertação de mestrado) - Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca, Rio de Janeiro, 2017.

RAMOSE, M. B. Sobre a Legitimidade e o Estudo da Filosofia Africana. Ensaios Filosóficos, Volume IV - outubro/2011.

SANTOS, Luís Carlos Ferreira dos; DE OLIVEIRA, Eduardo David. Paisagens Filosóficas Africanas: Filopoética da Libertação como Disputa de Imaginário. Revista da Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as (ABPN), [S.l.], v. 12, n. 31, fev. 2020. 

SANTOS, Rodrigo de Almeida dos. Baraperspectivismo contra Logocentrismo ou o Trágico no Prelúdio de uma Filosofia da Diáspora africana. 2014. (Dissertação de mestrado em Filosofia) – Instituto de Filosofia e Ciências Sociais, UFRJ, Rio de Janeiro, 2014.

SILVA, Claudia Lima. De uma África sem História e Razão a Filosofia Africana. 2017. (Dissertação de mestrado) – Universidade Federal do Maranhão, São Luiz, 2017.

SILVA, Roberto Jardim. Sobre as Possibilidades de Realização da Filosofia Africana e a Crítica da Negritude Senghoriana Segundo Marcien Towa. Revista da Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as (ABPN), [S.l.], v. 12, n. 31, fev. 2020.

SILVÉRIO, Valter Roberto; DOS SANTOS, Hasani Elioterio; OLIVEIRA DA COSTA, Fernando. Racismo Acadêmico e Formação das Ciências Sociais na América: W.E.B. Du Bois e a Interseccionalidade Entre Ciência e Política. Revista da Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as (ABPN), [S.l.], v. 12, n. 32, p. 333-366, maio 2020.

STENGERS, Isabelle. A proposição cosmopolítica. Revista do Instituto de Estudos Brasileiros, Brasil, n. 69, p. 442-464, abr. 2018.

 

AFROCENTRISMO

ASANTE, M. Afrocentricidade como Crítica do Paradigma Hegemônico Ocidental: Introdução a uma Ideia. Tradução: Renato Noguera, Marcelo J. D. Moraes e Aline Carmo. Ensaios Filosóficos, Volume XIV– dezembro/2016.

ASANTE, Molefi Kete. Afrocentricidade: a teoria de mudança social. Trad. Ana Monteiro Ferreira, Ama Mizani e Ana Lucia. Philadelphia: Afrocentricity Internacional, 2014.

ASANTE, Molefi Kete. Raça na Antiguidade: Na Verdade, Provém da África. Revista da Humanidades e Letras. Vol. 1, nº. 3. Ano 2015.

ASANTE, Molefi Kete. Uma Origem Africana da Filosofia: Mito ou Realidade?. Revista da Humanidades e Letras. Vol. 1, nº. 1. Ano 2014.

ASANTE, Molefi Kete. The Afrocentric Idea. Philadelphia: Temple University Press, 1998.
ASANTE, Molefi Kete. Afrocentricidade: notas sobre uma posição disciplinar. In.: NASCIMENTO, Elisa Larkin (Org.). Afrocentricidade: uma abordagem epistemológica inovadora. São Paulo: Selo Negro, 2009.

JAMES, George G. M. Legado Roubado. United Brothers Communications Systems. VA, E.U, 1989.

LARKIN, Elisa (Org.). A matriz africana no mundo. São Paulo: Selo Negro, 2008.

NOGUERA, Renato. O ensino de Filosofia e a lei 10.639. Rio de Janeiro: Pallas, 2014.

REIS, M. de N.; FERNANDES, A. de O. Afrocentricidade: Identidade e centralidade africana. ODEERE, [S. l.], v. 3, n. 6, p. 102-119, 2018. 

 

                         III.            Preleções sobre a concepção de corpo (Capítulo II)

A partir dos/as autores/as e conceitos apresentados faremos um levantamento de pensamentos sobre como contextualizar processos de encenação nas artes cênicas. Tudo para culminar em uma descrição das gestualidades que pesquisaremos no MUCANE. Apresentaremos epistemologias que sinalizam as concepções de corpo negro e que possibilitem o raciocínio acerca do tema pesquisado.

LEITURAS:

ARTE/PERFORMANCES NEGRAS

FERREIRA, Tássio. Afrocênica: Poéticas De Cenas Pretas. Revista da Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as (ABPN), [S.l.], v. 11, n. 27, p. 86-112, fev. 2019. 

GOVEA DUMAS, A. Peles Negras De Uma Cena Teatral. Revista Rascunhos - Caminhos da Pesquisa em Artes Cênicas, v. 7, n. 1, 24 maio 2020.

LIGIÉRO, Zeca. Ancestralidades Nômades. Revista Rascunhos - Caminhos da Pesquisa em Artes Cênicas, v. 7, n. 1, 17 jun. 2020.

LIGIÉRO, Zeca. Corpo a corpo: estudo das performances brasileiras. Rio de Janeiro: Garamond, 2011.

LÔBO, Jade Alcântara; VIEIRA, Mariana Guimarães. VII Reunião de Antropologia da Ciência e Tecnologia. Conexões Afropindorâmicas: relatos de experiências, confluências e subversões. 2019

LOPES, Nei. Enciclopédia brasileira da diáspora africana. São Paulo: Selo Negro Edições, 2004.

MACHADO, J. Ações Performáticas Negras. Revista Rascunhos - Caminhos da Pesquisa em Artes Cênicas, v. 7, n. 1, 17 jun. 2020.

MATTOS, Nelma Cristina Silva Barbosa de. Arte Afro-Brasileira: Contraponto Da Produção Visual No Brasil. Revista da Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as (ABPN), [S.l.], v. 11, n. 27, p. 165-183, fev. 2019.

SOUZA, Mateus Raynner André de. Entre o sêmen e o dendê: aproximações do orixá Exu na fotografia de Ayrson Heráclito. ARTERIAIS, v. 3, p. 112-119, 2017.

TAVARES, Julio Cesar de Sousa. Dança da Guerra: arquivo-arma. 1984. (Dissertação de mestrado em Sociologia) – Universidade de Brasília, Brasília, 1984. Por uma Teoria da Corporeidade Afro-brasileira. 1. ed. Belo Horizonte: Nandyala, 2012.

ARTE DA CENA – ESTÉTICA E DRAMATURGIA.

ECO, Umberto. Obra aberta: formas e indeterminação nas poéticas contemporâneas. Tradução Giovanni Cutolo … [et al.]. – 10. ed. – São Paulo: Perspectiva, 2015.

HUAPAYA, Cesar Augusto Amaro. Encenação do gestus social: personas, personagens e corpus em vidas. Editora: Grupo de Teatro Experimental Capixaba – GTEC e Curio, Vitória/ES, 2019.

HUAPAYA, Cesar Augusto Amaro. Estética e performance: dispositivos das Artes e das práticas performativas. 02. Ed. Vitória/ES: Editora Cousa, 2017.

MOTA, Marcus. Audiocenas: interface entre cultura clássica, dramaturgia e sonoridades. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 2020.

 

                         IV.            Estética Negra (Capítulo III)

O objetivo deste capítulo será apresentar os discursos produzidos em diferentes momentos da história sobre o corpo negro no processo da diáspora e o conceito de beleza e produção de símbolos culturais, sociais e históricos que se transformaram. Serão apontadas a estética e a prática social dos povos negros diaspóricos que no Brasil iniciaram um processo de restaurar comportamentos para recomposição dos fatos sociais e valores afetivos de sua comunidade.

LEITURAS:

POÉTICAS DA ESTÉTICA PRETA – DANÇA

BARBARA. Rosamaria Susanna. A dança das Aiabás: Dança, corpo e cotidiano das mulheres de cambomblé. 2002. (Tese de doutorado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2002.

BRAGA, Amanda Batista. História da beleza negra no Brasil: discursos, corpos e práticas. São Carlos: EdUFSCar, 2015.

FERREIRA, Larissa. Corpos Moventes em Diáspora: Dança, Identidade E Reexistências. Revista da Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as (ABPN), [S.l.], v. 11, n. 27, p. 50-63, fev. 2019.

LIGIÉRO, Zeca; ZENICOLA, Denise. Performance Afro-ameríndio. Rio de Janeiro: NEPAA, 2007.

OLIVEIRA, Ingrid Patrícia Barbosa de. O que as tramas simbólicas e estéticas da cultura do Candomblé. 2016. (Dissertação de mestrado) – Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal. 2016

OLIVEIRA, Nadir Nóbrega. Expressividades corporais autônomas. In: Congresso Brasileiro De Pesquisa E Pós-Graduação Em Artes Cênicas, 5. 2008, Belo Horizonte. Anais [...]. Belo Horizonte: IV ABRACE, 2008.

OLIVEIRA, Nadir Nóbrega. Sou Negona, Sim Senhora! Um Olhar nas Práticas Espetaculares dos Blocos Afro Ilê Aiyê, Olodum, Malê Debalê e Bankoma no Carnaval Soteropolitano. 2013. (Tese doutorado), Universidade Federal da Bahia, Salvador, nº 24, 2013.

OLIVEIRA, Nadir Nóbrega. Tentando definir a estética negra em dança. Repertório, Salvador, nº 24, p. 128-136, 2015.

OLIVEIRA, Nadir Nóbrega. Uma Revisão da Estética Negra dos Blocos Afro de Carnaval Bahiano Ilê Aiyê, Olodum, Malê Debalê e Bankoma. Revista Rascunhos - Caminhos da Pesquisa em Artes Cênicas, v. 7, n. 1, 17 jun. 2020.

ROQUE SOARES, Emanoel Luís; FLOR DO NASCIMENTO, Wanderson. Exu, Corpo e Sexualidade. Revista da Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as (ABPN), [S.l.], v. 12, n. 31, fev. 2020.

SANTOS, Inaicyra Falcão dos. Corpo e ancestralidade: uma configuração estética afro-brasileira. Revista Repertório Teatro & dança. PPGAC/UFBA - Salvador. n. 24. p. 79-85, 2015.

SANTOS, Inaicyra Falcão dos. Corpo e ancestralidade: uma proposta pluricultural de dança-arte- educação. 2. Ed. São Paulo: Terceira Margem, 2006.

SANTOS, Inaicyra Falcão dos. Da tradição africana brasileira a uma proposta pluricultural de dança-arte-educação. 1996. (Tese de doutorado em Educação) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 1996.

SANTOS, Inaicyra Falcão dos. Dança e pluralidade cultural: corpo e ancestralidade. Revista Múltiplas Leituras. Universidade Metodista de São Paulo. São Paulo. v. 2, n. 1. p. 31-38, 2009.

SANTOS, Inaicyra Falcão dos; CORTES, Gustavo; ANDRAUS, Mariana Baruco Machado. Corpo e ancestralidade: estudo dos rituais e mitos de origem afro-brasileira no panorama da dança contemporânea brasileira. Revista Científica/FAP (Curitiba. Online), v. 7, p. 11-22, 2011.

SANTOS, Laudemir Pereira dos. A Filosofia Do Malandro: Estéticas de um Corpo Encantado pela Desobediência. Revista da Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as (ABPN), [S.l.], v. 12, n. 31, fev. 2020.

SILVA, Marilza Oliveira da. O Tronco Histórico da Dança Afro-Brasileira. Revista da Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as (ABPN), [S.l.], v. 11, n. 27, p. 64-85, fev. 2019. 

                            V.            Dança negro-brasileira cênica capixaba (Capítulo IV)

 

Será abordado um estudo de caso por meio da observação das práticas de ensino no Curso de Qualificação em Dança Afro-brasileira Cênica do MUCANE, na descrição do fenômeno corpo. Será feita uma análise das propostas corporais, trazidas pelo instrutor de dança afro-brasileira, prática gestual que será nosso objeto para o olhar do Outro (pesquisador), e o corpo concreto indicado pelos objetos-utensílio, numa perspectiva ontológica sob a qual será estudada a maneira como o corpo aparece para o pesquisador (espectador) dentro de uma situação de ensino de dança.

Neste processo faremos descrição da gestualidade pesquisada e apresentada no ensino da dança afro-brasileira cênicas, por meio de registros fotográficos, mapas conceituais e descrição relacionadas ao aporte teórico apresentado na dissertação.


Vitória/ES, 24 de novembro de 2020.

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