EXERCÍCIO I - ANÁLISE DE DISSERTAÇÕES
Ivana Delfino Motta
DISSERTAÇÃO 1
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TÍTULO/ INSTITUIÇÃO |
FERRAZ, Fernando Marques Camargo. O fazer saber das danças afro: investigando matrizes negras em movimento. 2012. 291 f. Dissertação (mestrado) - Universidade Estadual Paulista (UNESP) , Instituto de Artes, 2012. |
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ÁREA DE CONCENTRAÇÃO |
Artes Cênicas |
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ORIENTADORA |
Profa. Dra. Marianna F. M. Monteiro |
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DISPONÍVEL EM |
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OBS: |
Bolsa da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) |
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RESUMO |
Nesta pesquisa, analisa-se como coreógrafos e intérprete-criadores identificados com a linguagem da dança afro engendram os saberes dessa arte em suas práticas. Busca-se refletir como esse estilo se inscreve na história da dança brasileira por meio da indicação de linhagens artísticas e da reconstrução das trajetórias de seus personagens. Para tanto, compara-se as diversas perspectivas de seus criadores, vistos como interlocutores na construção de um conhecimento crítico sobre a dança afro. São abordadas as tensões entre suas formações artísticas, identidades sociais e posicionamentos no campo da produção cênica. Também procurou-se refletir sobre as negociações em torno dos engajamentos políticos dos artistas, seus vínculos com as tradições religiosas, o debate com a produção cênica contemporânea e as tensões entre os espaços institucionais onde as performances se realizam com intuito de rever estereótipos e identificar mediações responsáveis pela construção dinâmica de seus repertórios e particularidades |
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PALAVRAS CHAVE |
1. História da dança no Brasil 2. Dança afro. 3. Coreógrafos |
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ORGANIZAÇÃO |
Capítulo I. Entre nuvens e política: delimitando um campo de análise 1.1. Que história é essa? 1.2. Negritude e nagôcentrismo
O autor questiona a história da dança no Brasil, reflete sobre quais narrativas, construções estéticas, personagens são validados; Assinala que tais escolhas são feitas com base em critérios racistas e epistemicidas, preterindo uma grande produção de artistas negras e negros; Amplia tal reflexão para uma análise sobre a sociedade brasileira, as narrativas pré-discursivas sobre ser negro, mestiçagem, políticas de embranquecimento, democracia racial, relações de opressão e poder. Traça um breve histórico do estabelecimento de populações negras no território brasileiro, deste o tráfico escravocrata; Expõe tensões em torno do universo da cultura negra, no que tange às contribuições banto e nagô, relações com territórios sagrados, acervos litúrgicos, mitológicos, saberes que integram as práticas das denominadas danças afro brasileiras; Questiona palavras como autêntico, original, puro que circunscrevem olhares para as manifestações tradicionais identificadas no acervo das culturas negras e reforça dinâmicas sociais/políticas/culturais que oxigenam e reinventam tais produções no Brasil, ainda que se reconheçam matrizes e motrizes estruturantes; Discorre sobre as relações tradicional/contemporâneo, tradição/palco. Capítulo II. História dos precursores: personagens e suas trajetórias 2.1. Corporalidades negras encontram o palco: precursores da dança afro 2.2. Dança afro nomeada: do legado de Mercedes Baptista ao Vivabahia
Análise das trajetórias de alguns artistas responsáveis por realizar mediações entre a corporalidade das danças negras presentes nos locais de sociabilidade festiva ou religiosa afro-brasileira e os espaços consagrados da dança cênica, suas alianças e embates; Apresentação de fragmentos biográficos construindo uma trama entre os sujeitos da dança afro, cuja importância para a história da dança cênica encontra-se subvalorizada.
Capítulo III. O fazer dos mestres e suas variações: saberes compartilhados em Salvador e São Paulo 3.1. Dança afro soteropolitana 3.2. Dança afro em São Paulo
Panorama de espetáculos, fazeres e nuances das danças afro brasileiras nos territórios de São Paulo e Salvador, lugares de inserção do pesquisador.
Conclusão A pesquisa visibiliza um fazer dança permeado pela negritude. Seja qual for seu nome – dança afro, dança folclórica, dança africana, dança negra, dança negra contemporânea; seja qual for sua procedência, reconhecendo singularidades e similitudes entre os vários fazeres; Propõe importante reconhecê-la como expressão na qual estudos sobre composição coreográfica, percepção corporal, criação e improvisação também podem e devem ser realizados. Implica, portanto, em tirá-la do gueto, afastá-la do olhar exotizante, para colocá-la em paridade com qualquer outro estilo e incluí-la no campo geral da dança sem folclorizá-la; |
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METODOLOGIA |
Pesquisa Bibliográfica Pesquisa Historiográfica/Documental (jornais, revistas, reportagens televisivas vídeos, imagens) Entrevistas Pesquisa de campo Análise Qualitativa |
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BIBLIOGRAFIA |
102 referências bibliográficas:
*72 livros em português *10 referências em outra língua (inglês) *2 teses de doutorado *5 dissertações de mestrado
*13 artigos |
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OBSERVAÇÕES |
Antes da introdução, apresenta uma lista de 47 imagens e suas legendas que aparecem durante o texto;
A dissertação cita após as referências bibliográficas 15 sites relacionados à assuntos citados mas não detalhados no texto;
Cita separadamente 10 vídeos analisados como pesquisa documental na construção da dissertação;
Detalha que na data da defesa, 11/07/2012, foi apresentado um DVD intitulado “O fazer saber das danças afro: investigando matrizes negras em movimento”, com 32 imagens e trechos de vídeos. |
DISSERTAÇÃO 2
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TÍTULO/ INSTITUIÇÃO |
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ÁREA DE CONCENTRAÇÃO |
Artes Cênicas |
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ORIENTADOR |
Prof Dr Jorge das Graças Veloso |
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DISPONÍVEL EM |
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RESUMO |
O presente trabalho intitulado “A Escolarização do Corpus Negro: Processos de Docilização e Resistência nas Teorias e Práticas Pedagógicas no Contexto de Ensino-aprendizagem de Artes Cênicas em uma Escola Pública do Distrito Federal” se apresenta como fruto de minha experiência como estudante, como professor de Arte da escola pública do Distrito Federal e como sujeito negro que bebe nas fontes dos saberes da diáspora africana. Tem como objetivo analisar as relações sociorraciais nas teorias e práticas pedagógicas no ensino de Artes Cênicas em uma escola pública do DF examinando os processos de docilização dos corpos a partir da concepção que Foucault apresenta de corpos dóceis. A problemática apontada questiona como acontece a docilização do corpus negro na escola. Tem enfoque na relação entre as noções que embasam os processos educativos presentes nas manifestações culturais afro-brasileiras no intuito de apontar propostas pedagógicas de enfrentamento ao racismo. A condução teórico-metodológica da investigação se direciona para três eixos que atravessam transversalmente a temática: a contextualização histórico-social dos sujeitos no mundo pós-colonial, a escolarização do corpus vista sob a ótica das relações sociorraciais e a dimensão artística analisada sob o viés dos pressupostos da etnocenologia. A metodologia privilegia a trajetividade focada na etnografia que preza pela interpretação qualitativa das experiências vividas, tem como ponto de partida a observação e a análise dos sujeitos imersos em contextos de ensino-aprendizagem e valoriza as narrativas da comunidade escolar em uma escola pública de Ensino Fundamental do Distrito Federal. |
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PALAVRAS CHAVE |
Escolarização; Artes cênicas; Etnocenologia; Relações étnico-raciais. |
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ORGANIZAÇÃO |
INTRODUÇÃO
1 EDUCAÇÃO E ESCOLARIZAÇÃO Discussão sobre escola, políticas educacionais, espaço escolar, relações de reprodução e manutenção de opressões no espaço escolar; Corpo e domesticação do corpo no ambiente escolar; Detalha abordagem de Corpus como um conjunto cultural referente às vivências e experiências africanas no Brasil;
Após estas problematizações, o autor apresenta uma perspectiva de educação como experiência criadora, agenciadora, libertária; Saberes da experiência, educação como estratégia de resistência; Educação e corpo em uma relação de construção de sensibilidades.
2 MINHAS NOÇÕES EDUCATIVAS AFRO-BRASILEIRAS
O autor compartilha elementos que assume como bases para a compreensão de uma perspectiva afro brasileira na educação (circularidade, ancestralidade, oralidade, coletividade, corporeidade); Discute identidades, identificações, alteridade. Compartilha algumas práticas realizadas em espaços escolares do DF e discute trajetórias de aprendizagem por meio da experiência.
3 O CORPUS NEGRO NO CURRÍCULO DE ARTE DA SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DO DISTRITO FEDERAL
O autor compartilha brevemente sua formação como artista, onde relata a ausência de informações do Corpus cultural negro. Relata que o acesso a tais referências se deu por uma “curiosidade epistemológica” e pesquisas autônomas. Assim como em outras áreas, compartilha seu olhar sobre o ensino da arte e seu aspecto homogenizante. Traça uma análise sobre a relação do espaço escolar e os corpos negros, explicitando por meio de situações as violências que se operam especificamente sobre estas subjetividades, desde a negação de conteúdos curriculares, até relações sociais e institucionais;
Compartilha aspectos e potências da experiência do TEN (Teatro Experimental do Negro) fundado em 1944 por Abdias do Nascimento como proposta educativa;
Discute a lei 10.639/03 e a noção de diversidade no currículo escolar;
Relata e analisa experiências do autor como docente na articulação de conteúdos de teatro e dança em diálogo com o Corpus negro como estratégia de enfrentamento ao racismo e as possibilidades e (re)encantamento dos processos educacionais e pessoais comunitários e singulares dos discentes implicados.
* Durante toda a construção textual, o autor assinala as perspectivas etnocenológicas como trajetórias e princípios de investigação.
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METODOLOGIA |
Pesquisa Bibliográfica Pesquisa Ação Pesquisa de campo Análise qualitativa Etnografia Entrevistas |
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BIBLIOGRAFIA |
185 referências bibliográficas *131 livros ( 1 referência em francês,6 referências em inglês)
* 30 artigos *3 anais de congressos
*3 dissertações de mestrado
*8 teses de doutorado
*2 documentos da SEEDF sobre legislação na área de educação; * 8 documentos federais sobre legislação na área de educação; |
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OBSERVAÇÕES |
Após o resumo:
*O trabalho apresenta uma lista de 9 figuras (entre elas fotografias registradas pelo autor em durante suas práticas) e legendas;
*Apresenta uma lista de siglas e nomenclaturas;
Após as referências bibliográficas:
*Listagem de 5 sites
*Listagem de 9 vídeos
Anexos com:
*Carta endereçada à unidade escolar para autorização de entrevistas com docentes, discentes e a comunidade escolar em geral e com solicitação do Projeto Político Pedagógico para análise;
*Carta convite endereçada a pais e/ou responsáveis convidando para entrevista;
*Termo de cessão de informações e garantia de sigilo do conteúdo das entrevistas;
*Termo de autorização de uso de imagem (em caso de entrevistados/entrevistadas menores de idade).
*Termo de autorização de uso de imagem (para entrevistadas/entrevistados maiores de idade)
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