Exercício 1- Estudo de Textos Acadêmicos- Pedro H. S. Lopes

 Exercício 1- Estudo de Textos Acadêmicos- Pedro H. S. Lopes


Dissertação 1: GOMEZ, PAULA ANDREA MURILLO. O CORPO EM ESTADO DE PALHAÇO: VULNERABILIDADE E AUTOCONHECIMENTO A SERVIÇO DO ESTADO DE SAÚDE.' 02/06/2017 157 f. Mestrado em ARTES CÊNICAS Instituição de Ensino: UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA, Salvador

 

Palavras chaves- Palhaço; saúde; autoconhecimento; vulnerabilidade; inclusão.

 

 

Problematização- Diante da situação de guerra em seu país, a Colômbia, a autora se sente convocada a refletir sobre a condição da alma humana como corpo coletivo de consciência.

 

Hipótese- Encontrar possíveis rastros que impulsionem a caminhada para o entendimento da alma grupal que segundo a autora se expressa em qualquer latitude e qualquer grupo humano, e que o palhaço traz consigo uma proposta, um novo olhar, uma pergunta que nos permita encontrar novas formas de nos relacionarmos.

 

Objetivos- Relatar as experiências vivenciadas com o grupo de mulheres da Colômbia e o grupo de usuários de saúde mental em Salvador, por conta da ligação direta com a manutenção do estado de saúde.

 

Metodologia- Foram feitas entrevistas com a maioria dos participantes das oficinas de palhaçaria, que tinha por objetivo acordar o próprio palhaço, e outros profissionais que acompanharam o desenvolvimento das mesmas, além do registro em áudio de algumas rodas de conversa com os grupos sobre o processo vivenciado.

 

Resultados- Segundo a autora:

-o trabalho realizado com o grupo de mulheres da Colômbia e com o grupo de usuários de saúde mental de Salvador reafirmou como o corpo em estado de palhaço oferece ferramentas para a elaboração poética da experiência, dentro do marco da técnica artística do palhaço, que tem a capacidade de revigorar a vitalidade dos „brincantes‟ envolvidos no jogo e, por essa via, concede a possibilidade de sustentar com potência de ação, os acasos e atravessamentos aos quais estão expostos, influindo sobre o estado de saúde.

-Constatou a potencialidade terapêutica da arte, contida nos procedimentos e princípios da própria arte, que produz seus efeitos sem precisar do „selo‟ terapêutico ou das práticas aliadas às terapias.

- Constatou como a nossa habilidade para ser vulneráveis – vulner-habilidade - abriganos como espécie humana, para além das situações sociais, econômicas e políticas com as quais tenhamos nos defrontado.

- Percebeu a importância de incorporar vivências sensibilizantes a partir da arte, com os profissionais encarregados de „cuidar‟ de outras pessoas, com o intuito – além das repercussões no estado de saúde dos „cuidadores‟ - de qualificar o acompanhamento realizado, e nutrir as práticas do cuidado a partir das conexões que nos permitem ficar em estado de vulnerabilidade frente aos outros.

 

Leituras- Principais: Hélia Borges; Jacques Lecoq; Suely Rolnik; Cassiano Quilici; Brené Brown e Carl Jung

Secundárias: Luiz Otávio Burnier; Dario Fo; Jesús Jara; Cleise Mendes

 

Relação das referências:
Livros: 14; Teses/Dissertações : 3; Sites: 13; Revistas:5


Dissertação 2: Figueiredo, Ricardo Carvalho de. A dimensão coletiva na criação: o processo colaborativo no galpão Cine-Horto.' 01/11/2007 128 f. Mestrado em ARTES Instituição de Ensino: UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS, BELO HORIZONTE

 

Problematização- “descobrir as possibilidades contidas nessa proposta, despertando-me por trabalhar o teatro de forma a interligar as várias funções contidas no mesmo, respeitando-as, na comunhão de um projeto” (p.13)
“estudar outros grupos que investigavam o processo colaborativo a fim de entender a verticalização da dimensão criativa coletiva que se dava a partir da dinâmica estabelecida entre as funções e se era da natureza dessa prática a verticalização da criação.” (p.13)

 

Hipótese- o Autor buscou enxergar, usando como objeto dois processos colaborativos, se havia uma radicalização em seus procedimentos criativos a ponto de tornar o processo colaborativo uma necessidade na criação em grupo.

 

Objetivos- investigar os movedores pelos quais um coletivo de artistas opta pelo processo colaborativo como meio de criação, perceber suas particularidades e suas especificidades enquanto método de criação em coletivo.

 

Metodologia- Começou com uma revisão na literatura sobre processo colaborativo. Estruturou a dissertação em:

1o Apresentação do termo e definição de processo colaborativo, desenvolvendo questões desta prática; a importância do teatro de grupo; e a criação coletiva afim de aprofundar o debate

2o Faz uma reflexão sobre um projeto formativo do Galpão Cine Horto sobre a ótica do estudo e prática do processo colaborativo, conduzida através do exemplo de um dos espetáculos criados, O homem que não dava seta (2002).

3o Ainda sobre a ótica do estudo e prática do processo colaborativo oo autor faz a analise do projeto Cena 3x4 e a do espetáculo Casa das Misericórdias (2003).

4o Considerações Finais

 

Resultados- Segundo o autor:
“Enfim, compreende-se, através do estudo do Projeto Cena 3x4 e do espetáculo Casa das Misericórdias que a afirmação do processo colaborativo enquanto provocador e disseminador de novas estratégias para o erguimento do espetáculo é possível na medida em que seus criadores estão dispostos a fazê-lo, necessitam colocar-se ativamente na construção do sentido e na reflexão gerada pela obra e buscam estratégias para a instauração de sua dimensão criativa coletivizada.” (p.115)

Ele entende que em um processo colaborativo há as diversas funções que se complementam e cada um tem o seu peso e importância. No processo colaborativo não há necessariamente como foco principal o resultado final da obra, mas em criação em coletivo a vivência do processo em si é uma experiência a parte. “Há, portanto, um aprendizado da vivência em grupo, um exercício de discussão, a busca de autonomia do sujeito”.  (P. 118-119)

 

Relação das referências:

Livros: 45 ; Artigos: 26; Teses, Dissertações e Monografias: 17; Revistas 7; Verbetes: 4; Sites: 3; Jornais: 2; Entrevistas: 7; Textos teatrais: 2; Vídeos: 4; Apostila: 1



Dissertação 3: ROCHA, FERNANDO ALVES. RITUAL DO ATOR EM GRUPO – Ampliando o conceito de treinamento a partir da trajetória do Grupo Sonhus Teatro Ritual.' 20/08/2014 195 f. Mestrado em ARTES Instituição de Ensino: UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA

 

Palavras chaves- teatro de grupo, ritual, treinamento, ator, técnicas corporais, linguagens

 

Problematização- De acordo com o autor são duas:
1a “um coletivo estável de atores contribui diferencial e substancialmente no teatro no âmbito da qualidade artística?

” (p.8)
2a “como os elementos técnicos corporais e processuais (que envolvem interrelações de linguagens como por exemplo a mimica, o palhaço, as artes visuais e a dança, a performance, entre outras), de que maneira, ou seja COMO, podem potencializar a elaboração de bases concretas para o desenvolvimento de artes rituais no trabalho do ator, visando uma relação com o espectador mediada por uma atmosfera mítica (sagrada e/ou profana) alicerçada no ator.”(p.8)

 

 

Objetivos- Segundo a autor: O objetivo desse trabalho é o estudo de conceitos e abordagens presentes em um processo de edificação e manutenção artística de um grupo de teatro, especificamente no que concernem seus processos criativos e de treinamento ou manutenção e desenvolvimento de sua linguagem e da arte de seus atores.

 

Metodologia- O autor utilizou na pesquisa: “técnica de investigação social própria e fundante das ciências sociais e dos estudos antropológicos: a observação participante, que consiste na partilha do observador das atividades, as ocasiões, os interesses e os afetos de um grupo ou comunidade”.  Posteriormente o resultado das observações foram confrontados com outros referenciais bibliográficos através de entrevistas elaboradas pelo pesquisador autor da pesquisa e membro do coletivo utilizando também em sua analise relatos de experiência dos atores que participaram ativamente ao longo dos dezoito anos de vida do coletivo.

 

Resultados- Segundo a autor: O objetivo desse trabalho é o estudo de conceitos e abordagens presentes em um processo de edificação e manutenção artística de um grupo de teatro, especificamente no que concernem seus processos criativos e de treinamento ou manutenção e desenvolvimento de sua linguagem e da arte de seus atores.

 

Leituras- Principais: Grotowski; Artaud; Decroux; Laban; Lecoq

 

Relação das referências:
Livros: 60; Teses/Dissertações: 2 ; Sites: 2 ; Revistas:17



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