autoapresentação Elise Hirako
Elise Hirako
elise.hirako@gmail.com
(61) 981545037
@srta.hirako
Elise Hirako, atriz,
performer, designer gráfica e bacharel em Artes Cênicas pela Universidade de
Brasília com monografia intitulada de Performance Intercultural: Um
processo interdisciplinar orientada pela Dra. Simone Reis em 2013.
Integrante do Coletivo de Pesquisa em Dança- CDP-Dan coordenado pela Dra.
Soraia Maria Silva, realizou em 2011 como bolsista no Programa de Iniciação
Cientifica, vinculado ao CNPQ, orientado pela Dra. Soraia Maria Silva
produzindo o artigo Manifestações Culturais Japonesas – Recortes para uma
Performance.
Integrante do Teatro da Sacola desde 2012
como performer, cenógrafa e dramaturga juntamente com Jean Bottentuit no
espetáculo Chá de Fúrias indicado
a melhor espetáculo de rua pelo prêmio SESC Candango de Teatro em 2016;
selecionado em 2014 para o primeiro FIART – Festival Internacional de Arte e
Tecnologia no Centro Cultural Banco do Brasil – CCBB Brasília/DF; no BR-040:
Prática de Proximidades realizado por Brecha, É Tudo Nosso – Produções
Artísticas LTDA em projeto contemplado pela FUNARTE no Edital de Ocupação do
Teatro Plínio Marcos 2014/2015 e estreado no Festival da Seca em 2013.
Em
2018 atuou no espetáculo de Dança do Teatro da Sacola: Guardianas n°3 uma
investigação do diretor Jean Bottentuit em Afro Butoh, danças e ritos do
Maranhão de matrizes africanas. Já em 2019, tendo participado da disciplina
Laboratório de Criação Artística em Artes Cênicas, oferecida por mim no
Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da Universidade de Brasília, retomou
sua prática artística voltada para a integração com suas estéticas originais:
oriente ocidente. De suas pesquisas na disciplina resultaram no artigo: A
investigação sombria de uma performer intercultural, publicado no livro Diálogos:
afetos compartilhados, organizado por Dra. Soraia Maria Silva e publicado pelo
PPG/CEN/UnB, como resultado dos trabalhos da disciplina. Participou da produção
do livro realizando todo o design gráfico, diagramação e capa do mesmo o artigo
e desenvolveu a performance Yurusanai.
A performance Yurusanai desenvolvida
neste trabalho também apresentou resultados estéticos na Mostra Audiovisual
EmMeio#11.118º (Encontro internacional de Arte, Ciência Tecnologia), realizado
no Museu Nacional de Brasília em 2019, e em 2020 participou do Festival Sacola
Cena Ambiental apresentando a terceira versão da performance e ministrou a
oficina: A guardiã das artes, em Alcântara -MA.
Palavras chave: processo
criativo unipessoal; solidão; butoh;
performance intercultural.
O projeto de pesquisa aqui apresentado, investigará o processo criativo unipessoal[1] para a construção de uma performance intercultural em uma situação de solidão. Esta proposta objetiva a continuidade aos projetos artísticos vinculados a Universidade de Brasília, realizados durante o período de graduação, onde pretende avançar para a composição com o uso de ferramentas tecnológicas que sustentarão a metodologia.
O parceiro de criação neste
processo composicional será a tecnologia, através de registros fotográficos e
vídeos, com posicionamentos de câmera variados, para obter uma visão ampliada e
simulada do olhar do diretor/público/espectador. Este olhar expande a percepção
sobre a criação. A reflexão da situação de solidão neste processo de criação é relevante dada à importância
da discussão do tema no âmbito acadêmico e representa a resistência
de assumir a solidão, que é catártica e reflete uma necessidade territorial e
existencial para a composição do ator contemporâneo.
Entende-se que, o ser é absorvido na convivência do mundo, abandona a si mesmo e foge da solidão. Ao adentrar neste processo criativo unipessoal tem-se como confronto primal o mergulho no labirinto de si próprio para composição. A escolha do processo criativo em situação de solidão com recursos tecnológicos para registro, observação e composição refere-se a uma maneira de estender o trabalho do ator como possibilidade criativa através do mundo interior, para assim cartografar o movimento, e expandir o olhar criador. A linguagem que pretende-se ainda desenvolver neste processo criativo unipessoal uma performance expressada através do butoh.
Butoh. Uma dança? Uma expressão? Uma linguagem? Um estilo? Uma filosofia? Um ritual? Quais são as possíveis palavras que poderiam categorizar o Butoh?
A dança Butoh existe porque o corpo necessita se expressar de maneira singular, não somente em busca de uma beleza estética do gesto, mas de uma pulsão interna do ser interior movida por inúmeras sensações, como a contemplação, a aversão e o sofrimento. Dança-se quem se dispor a imergir dentro da sensibilidade existencial, sendo, portanto, uma dança inclusiva como colocado no filme alemão Hanami – Cerejeiras em flor de Doris Dörrie, que conta com Tadashi Endo no elenco, e é afirmado por uma dançarina que “todo mundo pode dançar, porque todo mundo tem sombra”. O Butoh é uma dança única para cada bailarino, eles carregam consigo histórias, danças e discursos próprios sendo expressos de forma particular.
Em suma, a solidão como território para composição torna-se vital para mergulhar no processo contínuo de compreensão das raízes herdadas e desenvolvimento da poética deste processo de criação unipessoal através da linguagem/filosofia/dança Butoh.
Livro Afetos compartilhados:
https://repositorio.unb.br/handle/10482/34786?locale=pt_BR
Portfólio de Elise Hirako
https://creativesurvivor.wixsite.com/elisehirako
Filme completo Hanami Cerejeiras em flor
https://www.youtube.com/watch?v=EqLU8uiMm1M
Tese de Dr. Juan David Gonzalez Betancur, O ator em solidão: passagem
de intérprete a autor da cena na criação de um espetáculo unipessoal
https://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/17714
[1] Espetáculo unipessoal é uma
categoria que Juan David González
Betancur escreve em O ator em solidão onde define o processo
unipessoal conhecido como solo ou monólogo.
No primeiro capitulo de sua tese o ator expõe que os significados de
solo e monólogo são insuficientes para definir seu processo criativo sugerindo
o termo de origem espanhola, o unipessoal, como uma possibilidade onde o ator
deixa de ser intermediário e passa a assumir os diferentes papéis como direção,
dramaturgia e encenação de forma autônoma.

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