Autoapresentação - Victor Hugo Leite - VH

Foto: Matheus Alves

É preciso imagem pra recuperar identidade

Tem que se tornar-se visível

Beatriz Nascimento em Orí.

Sou Victor Hugo Leite, também ou mais conhecido como VH. 


Para ouvir antes de ler ou enquanto lê ou lendo ou após ou.

E para ver também.

Escolher algum começo... dentre tantos começos e tantas vontades de começar!

    Não há como começar sem agradecer a tantas mestras e mestres que me antecedem e que possibilitaram meu caminho até aqui, hoje, onde estou é um projeto coletivo. Expresso minha gratidão.

    Comecei a pensar o teatro como ofício/profissão no terceiro ano do ensino médio, embora tivesse vivenciado outros acontecimentos teatrais/performativos antes, sou muito grato à nossa mestra Larissa Vargas Brandão, minha primeira diretora e professora de teatro por nos proporcionar a oficina montagem que resultou nessa obra indicada no cartaz em 2011.


Cartaz da primeira peça que apresentei em um teatro.


Foto (divulgação). Nós não usamos black-tie. (2011)

    Ainda nos anos de 2011/2012 realizei algumas oficinas teatrais com Adriana Lodi e o grupo Liquidificador, que foram também etapas decisórias para pensar uma profissionalização e carreira nas Artes Cênicas.
Oficina Teatrando de Férias com Adriana Lodi.

A UnB

    Adentrei a Universidade de Brasília em 2013, no curso de Artes Cênicas. Nessa Universidade e nesse curso vivi histórias que guardo para o resto da vida, quando entrei lutávamos pelo nosso teatro, luta antiga do Departamento, vivíamos um movimento chamado Qual é o lugar do IdA, conquistamos a área SS-12 de nosso tão sonhado prédio, ainda tão sonhado, mas com terreno para o sonho. Logo em seguida, fiz parte do CACEN de 2013 até 2017. Ao longo dos anos, vimos pequenos grandes movimentos, formei ensaiando no teatro que sonhávamos em ver aberto quando entrei.

    Realizei dois PIBICS, concluí bacharelado, licenciatura e mestrado. Essas pesquisas perpassaram temas como: a dança pessoal e o LUME Teatro; as Relações étnico-raciais e o Ensino das Artes Cênicas; Arte e Ação Antirracista; Diálogos entre Audiovisual/Teatro na sala de aula; imagem/estética/atuação/representação de negras e negros no Audiovisual e no Teatro.

Apresentações de PIBIC
orientados pela prof. Dra Roberta K. Matsumoto: 
INVENT(AÇÃO) - Dança pessoal e formação do ator (2016); 
AFROESTÉTICA E EDUCAÇÃO: Negritudes e imagens em (re)invenção (2017)


Defesa de Dissertação de Mestrado. 2019
Mar aberto: Diáspora Negra em Imagens no Audiovisual e no Teatro
orientado pela prof. Dra Roberta K. Matsumoto <3

Algumas Andanças

    Participei de oficinas com LUME Teatro, Grupo Galpão, Ntando Cele, Cristiane Sobral, Edileuza Penha de Souza, AMOK Teatro. 
    Atuei no doc-ficção Afronte (2017), dirigido por Bruno Victor e Marcus Azevedo, sobre bixas pretas no DF, de grande circulação em festivais nacionais e internacionais, com premiações, destaques e menção honrosa. Em teatro, atuei em espetáculos, como: Calabar (adaptação da obra de Chico Buarque e Ruy Guerra), minha diplomação, com direção de Alice Stefânia Curi e Romeu e Julieta (adaptação para teatro de rua) com direção de Júlia do Vale. 
    Sou idealizador, coordenador geral e produtor de ODU - Festival de Arte Negra (Instagram), de cunho nacional, o festival foi pioneiro no formato que assumiu apresentando diversos modos de expressão em Arte. No cinema, foi produtor de elenco do longa-metragem Um dia com Jerusa dirigido por Viviane Ferreira. Atualmente, é Conselheiro da Região Centro-Oeste da Associação dxs Profissionais do Audiovisual Negro (APAN).



Fotos de ODU Festival de Arte Negra
Leno Sacramento, Cristiane Sobral, Lydia Garcia, 
Edileuza Penha de Souza, 
Jean Pedro, Sérgio Laurentino e Victor Hugo Leite
Fonte: Acervo do Festival. Fotos: Sheyden.

O Projeto de Doutorado
    

James Baldwin
Fonte: Limão Mecânico (sítio)

    O projeto em desenvolvimento MEMÓRIAS DE BALDWIN: Proposição de um processo de direção teatral movido pela vontade de ser de um teatrista parte do desejo de realizar a composição de uma obra cênica inspirada nos rastros das memórias, vida e obra do escritor estadunidense James Baldwin e das obras inspiradas por sua produção. 

    James Arthur Baldwin, escritor, ensaísta, poeta, dramaturgo, ativista na luta pelos direitos civis nos Estados Unidos, nasceu em 1924 no Harlem, bairro negro de Nova York. Sua obra reúne romances, ensaios, novelas e peças de teatro, ele é um notório escritor estadunidense com largo reconhecimento e renome internacional, foi capa da revista Time em 1963, quando um de seus livros de ensaios ficou 41 semanas entre os mais vendidos do New York Times. 

    Os procedimentos em direção teatral perpassam relações e aproximações entre teatro, cinema e literatura. A pesquisa pretende investigar procedimentos metodológicos que envolvam questões como a transposição e adaptação de obras literárias/cinematográficas para o teatro; identificação, análise e proposição de elementos cinematográficos/literários em obras cênicas; o estudo da memória como dispositivo cênico/da encenação teatral.


James Baldwin
Fonte: The Counter Narrative (sítio)

Por: Victor Hugo Leite (vhfro)
Contato: victor.leite2@gmail.com/ (61) 981985986

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