AUTOAPRESENTAÇÃO: Mariam Volfzon

 

Olá a todes, todas e todos.

Curiose e agradecide de estar aqui com vocês.

Às apresentações:

Filézin de Loba, Maikón Marikón, Makabra Coqito são alguns dos cromas dos múltiplos espíritos que me gestam nesses mundos de arte e vida. Meu nome é Mariam Volfzon, Mar, para alguns, ou Mari (de Mari-kona), muito prazer!

Cria do Rio de Janeiro. Migrei para o México, especificamente para o sul, em Oaxaca, onde morei nos útimos cinco anos.

Meu caminho vital e artístico, inclusive a própria pesquisa do mestrado, trazem perguntas geradas nesse trânsito territorial entre Rio e Oaxaca. E agora, no Planalto Central...friozin na barriga...

1- nome_e_contato

Mariam Volfzon (do registro da Unb é Mariana Volfzon Mordente)

e-mail: marianamordente@gmail.com < tel: (21) 982450200

2- background em artes_pesquisa em artes

No meu trabalho conjugo linguagens de distintas áreas como o teatro de rua performativo, as artes do movimento, a performance, terapias corporais e a educação popular autônoma.

Tenho bacharelado em Interpretação Teatral pela UNIRIO. Da minha formação, destaco a parceria com a professora Nara Keiserman, no âmbito da iniciação científica, em seu projeto de pesquisa sobre teatro gestual-narrativo. Foi, nesse contexto, que meus interesses se direcionaram para a relação entre teatro e política. Orientando-me pela busca de sentidos éticos da atuação teatral.

Seguindo esse rumo do caminho que, desde 2011, sou atuadora-integrante do Teatro de Operações.  O Operações é um coletivo que se dedica à pesquisa de formas de conjugar arte e ativismo micropolítico, através do corpo como campo de manifestação e a rua como território de intervenção. Compreendendo a arte como um campo expandido para a crítica cultural, o coletivo alinha-se na liminaridade com os campos educacionais e dos movimentos sociais.

De 2011 a 2015, trabalhei no projeto Teatro na Vila Cruzeiro, um dos braços da investigação pedagógicas do Teatro de Operações. Este trabalho destinava-se a criação e pesquisa de propostas pedagógicas libertárias, direcionadas a crianças e jovens do Complexo da Penha, no Rio de Janeiro.

Meu pensamento e trabalho artístico estão permeados pelo movimento. Minha formação  nessa área, resume-se a contínua prática em disciplinas corporais, tais como dança contemporânea, butoh, danças afro-brasileiras, estudos do corpo cênico e chi-kong. De 2014 a 2015, trabalhei como preparadora corporal do projeto de residência artística dos grupos Teatro da Laje e Bonobando, no Rio de Janeiro.

Dos estudos em terapias corporais, completei a pós-graduação em Terapias através do Movimento- Corpo e Subjetivação, pela Faculdade Angel Vianna (2014). Estudei (e sigo aprendendo) Medicina Tradicional Zapoteca, com a mestra curandeira Alejandria Herrera, co-fundadora do Centro de Saúde e Medicina Tradicional de Capulálpam de Méndez, Oaxaca.

De 2015 a 2020, morei na Cidade de Oaxaca de Juárez, sul do México, onde participei da co-criação da Oh-diosa_Movimentos Putópikos. Uma coletiva artística que dedicou-se a realização de shows de cabaret, festas drags, oficinas, eventos. Sempre trabalhando em parceria com espaços de dissidência sexual e feministas,  a Oh-diosa contribuiu à construção de uma cena performática experimental e comunitária.

Nesse mesmo período, vale ressaltar, comecei o desenvolvimento de uma pesquisa sobre auto-cuidado, inconsciente e corpo, através de oficinas compartilhadas com mulheres e dissidências sexuais. Assim como, realizei o processo artístico de criação da peça Cambia de Piel como una Serpiente, eixo para meus intuitos de pesquisa no mestrado.

3- qual projeto de pesquisa atual ou o que deseja estudar

O terreno da investigação de onde começo a pesquisa é o conjuro cênico Cambio de Piel como una Serpiente. Um trabalho (solo) criado através do trânsito entre o Rio de Janeiro e Oaxaca, sul do México. Nesse processo de criação, busquei problematizar questões políticas através de um olhar direcionado aos aspectos espirituais de tais embates.

Quando menciono a relação político-espirtual, me refiro a pergunta de como os processos de opressão e subalternização afetam as camadas mais invisíveis da realidade. Assim como, em um sentido de contra-poderes, como forças emancipatórias insurgem do dito invisivel também.

Me interessa uma leitura do espiritual, a partir de perspectivas históricas e políticas,como força criadora de potências micropolíticas emancipatórias.

Nesse sentido, há um desejo de adentramento nos estudos dos desdobramentos do poder, da percepção das dinâmicas de poder, tanto pelas acepções da micropolítica, quanto dos estudos decoloniais.

A pergunta que me guia é como experiências emancipatórias que visam a autonômia dos corpos e a cura da alma são transduzíveis na linguagem cênica e performática

Nesse sentido, pretendo trabalhar as relação com o corpo e os múltiplos sentidos de autonomia (da saúde ao prazer), assim como, as relações (desde o corpo) que correspondem as dinâmicas consciente-inconsciente, ao que se conhece como ensoñación, a tênue fronteira entre sonho e realidade.

4- materiais_links_sons_imagens que acompanhem estas informações








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