AUTOAPRESENTAÇÃO - Isadora Lima
AUTOAPRESENTAÇÃO
- Isadora Lima
Isadora
Lima Rodrigues (Isadora Lima)
ngc474@hotmail.com
/ (61) 98566-7458 / @versosdedora
Tudo
começou com uma história...
Não poderia deixar de me autoapresentar sem
olhar para trás, para o que já foi construído até aqui / para o que já foi conquistado
dentro e fora de mim.
Tudo
começou por acreditar...
Sempre acreditei que é possível tocar o
horizonte, sempre tentei tocá-lo com os pés. De passo em passo enraizando a
planta do pé, deixando subir até a circulação o que nutre o solo da vida e crer
sendo lançando as sementes.
O solo é cheio de um tanto de vozes, de
histórias. Embaixo do concreto, das pistas que sinalizam as direções dos passos
fabricados existem buracos e estão cada vez maiores. É preciso cavar do fundo
até a superfície, da margem até o centro. As palavras querem sair pelas
gargantas, querem existir em manifesto pelos corpos, querem entoar uma canção -
onde outras vozes se encontrarão.
Tudo
se encontrou no caminho...
Desde pequena gostei de ouvir e contar
histórias, inventar pelo axé da palavra sempre me tocou profundamente. A poesia
e a revolta das palavras foram se escrevendo / se inscrevendo durante meu caminhar.
Foram através delas e por acreditar (na potência delas em contato com o mundo)
que cheguei às Artes Cênicas. Nesse laboratório de pesquisa sensorial do
encontro da palavra com o corpo / corpo voz, fui encontrando métodos,
ferramentas, maneiras de abrir a garganta para que a voz se desenhe.
Esse desenho de voz que narra, conta, questiona, manifesta, entoa, e por aí vai, se encontrou na cena, na fotografia, no audiovisual, na educação, na performance, na brincadeira, na cultura popular, na música, etc. Dizem que sou Multiartista, mas tento me entender enquanto poesia que se manifesta em diferentes estados. Formalmente sou professora de Artes na SEDF, formada em Artes Cênicas - licenciatura e bacharelado pela Universidade de Brasília e brincante no Grupo Seu Estrelo - DF.
Tudo é descobrimento e mistério...
Um novo velho caminho,
PENSAR A SI É TAMBÉM PENSAR SEU COLETIVO: Marcas de
corpos em uma contadora de histórias.
Acredito que pensar a si é também pensar seu coletivo, como a expressão “o pessoal é político” gritado por grupos feministas do movimento Women’s Liberation Movement (1960), nos Estados Unidos. Enquanto artista, pesquisadora, professora, periférica e mulher, volto meu olhar urgentemente aos espaços que transito, pertenço, conquisto (dentro e fora de mim) e imagino como ação política: como posso usar essas ferramentas que construí e estou construindo para me transcrever, romper modelos / estruturas hegemônicas e me transcrevendo escrevê-las / inscrevê-las?
No meio de todas essas reticências (re)assumi meu desejo que sempre esteve presente, agora preciso continuar entendendo os caminhos.
Minha pesquisa envolve acompanhar as
narrativas autobiográficas de mulheres que narram suas histórias. Perceber como
veem suas próprias reinvenções subjetivas no ato de narrar a si e o todo que experiencia.
Adentrar no passado-presente da memória, da palavra viva. E a partir daí criar através das seguintes questões:
o que podemos fazer com uma história? Uma coisa é não saber das histórias, e
quando a gente sabe, o que fazemos com elas? As contamos ou continuam dentro da
gente ao lado da revolta assistindo televisão? A cena é espaço de enunciação?
Todas as histórias estão na garganta. São
rastros que abrem caminhos, que vão além das histórias únicas, são histórias
que giram os mapas. Como girar o mapa da cena? Reconectar meu eixo sul?
Desejo investigar a escrita de si - si que também
é coletiva - como ferramenta política. Contextualizando essas narrativas como
parte de histórias locais, mais ainda de uma história nacional e latina
americana. Escritas que apresentam um contrapoder para além da historiografia
do poder.





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